Marcada por erros de gestão, Avianca pede recuperação judicial

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Foi noticiada, em diversos jornais do país nesta terça (11) e quarta-feira (12), o pedido de recuperação judicial encaminhado pela Avianca. Segundo informações do portal Uol, a empresa soma cerca de R$ 1 bilhão em dívidas com vencimento em até um ano. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, a Avianca já deve R$ 100 milhões para os aeroportos públicos e privados do Brasil. Apenas em Guarulhos, o montante da dívida chega aos R$ 25 milhões.

Também nos últimos dias, vem circulando as redes sociais uma carta aberta que seria assinada por trabalhadores da Avianca. No texto, os autores acusam a empresa de praticar overbooking em quase todos os seus voos, o que leva a aérea a ser seguidamente processada pelos passageiros que não conseguem embarcar. Os processos, como consta na carta, não se dão só por isso. No texto, a empresa é acusada de também não pagar os seus fornecedores, o que acarreta na falta de hotéis e transporte para os passageiros que ficam sem o seu voo.

Segundo a reportagem do Uol, a Avianca teve um crescimento expressivo tanto no mercado nacional quanto internacional em 2015, momento de expansão da empresa. Porém, a matéria também evidencia a falta de investimentos na empresa, o que não aconteceu, por exemplo, com a Azul, que também cresceu, mas arrecadou R$ 2 bilhões na bolsa de valores.

Para o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, a terrível situação da Avianca muito se deve a um crescimento que não foi acompanhado por uma boa gestão. “São problemas de overbooking, de falta de pagamento de fornecedores, de falta de materiais simples, são pequenas coisas que acumuladas criam um grande peso para a empresa”, afirmam os diretores da entidade.

A diretoria sindical relembra que o cenário da aviação nacional sempre contou com a rotatividade de empresas, que ou fecham ou são adquiridas por outras que vivem um melhor momento financeiro. “Foi o caso da Varig, da Webjet, Vasp, Transbrasil. No Brasil, historicamente, nós nunca tivemos mais de três grandes empresas aéreas em plena atividade, saudáveis financeiramente. Uma sempre acaba engolindo a outra”, afirma a diretoria sindical. “Já vimos problemas de gestão fecharem muitas empresas, por isso sempre lutamos por melhores condições e cobramos desses responsáveis que façam um bom trabalho”, finaliza o Sindicato.

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