Segundo Artur Henrique, presidente da CUT, “o modelo de terceirização adotado por empresas visando lucro e promovendo a precarização do trabalho é ruim para os trabalhadores(as), ruim para as empresas e ruim para o governo”.
As empresas tratam a terceirização como medida administrativa, sem ouvir sindicatos sobre as consequências dessa forma de contratação que, nos moldes atuais, provoca um impacto negativo muito grande na vida dos trabalhadores.
Segundo o estudo, mais de 800 mil postos de trabalho deixaram de ser criados devido à terceirização. O sistema também aumenta a rotatividade da mão-de-obra, reduz significativamente salários (em média 27%), promove calotes como o não pagamento de indenização a trabalhadores, além de prejuízos à saúde e segurança.
Os terceirizados têm jornada semanal superior aos demais (cerca de três horas a mais, sem considerar as horas extras). Enquanto a permanência no trabalho direto é, em média, de 5,8 anos numa mesma empresa, no trabalho terceirizado é de 2,6 anos. Em cada dez casos de acidente de trabalho ocorridos no país, oito são registrados em empresas terceirizadas. Em casos de morte por acidente, quatro em cada cinco vitimam trabalhadores terceirizados.