Editorial: Sindicato completa 36 anos e vê momento do país como o pior da história

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Mais de 450 mil mortos por covid-19. Em números absolutos, o Brasil é o segundo em mortes no mundo. Em vacinação proporcional ao número de habitantes, o país é somente o 63° no ranking global.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje 14,4% dos brasileiros estão desempregados. Ainda segundo o IBGE, em dados divulgados em novembro de 2020, 41,6% dos trabalhadores do país estão na informalidade.

Para o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, esses dados não são um acidente ou uma coincidência, mas sim resultado de uma política incapaz de cuidar dos trabalhadores brasileiros.

A entidade, que completa 36 anos nesta quinta (27), considera que nunca houve no país um momento tão tenebroso para ser trabalhador. E para o Sindicato, essa tragédia faz parte de consecutivos equívocos estratégicos por parte dos governantes.

“Foi a intenção desses governantes que nós não estivéssemos vacinados agora, como está acontecendo em outros países. Isso foi visível nas decisões que foram tomadas, assim como está sendo agora na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a pandemia”, afirma a direção sindical.

“O que nós vemos hoje é resultado de incompetência, de falta de visão, somos vítimas de uma política que não foi mal executada, foi muito bem executada. Uma pena que essa política tenha sido até agora de deixar os trabalhadores brasileiros à própria sorte”, continuam os diretores.

Com suas três décadas e meia de história, a direção acredita que o Sindicato até hoje não tenha atravessado um período com tantos reveses para os trabalhadores, com tantas legislações que caçam direitos, com tanto desamparo, mas afirma que segue forte.

“Nós estamos aqui como sempre estivemos, e iremos continuar. Se estamos passando por esse momento difícil, isso nos mostra que somos fortes e que temos capacidade de continuar lutando”, pontua a direção da entidade.

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