Reforma da Previdência é aprovada pelo Senado com votos de Lasier e Heinze

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Na noite da última terça-feira (1), o Senado Federal aprovou por 56 votos a favor e 19 contrários, a proposta da Reforma da Previdência. Dentre os senadores eleitos pelo estado do Rio Grande do Sul, Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP) votaram sim para a proposta, enquanto Paulo Paim (PT) permaneceu contrário, mantendo a posição que vinha defendendo durante todo o trâmite da Reforma no Congresso Nacional.

Com a Reforma, a idade mínima para aposentadoria dos homens passa para 65 anos, já as mulheres poderão se aposentar aos 62. Para possuírem o benefício integral ao se aposentarem, mulheres precisão ter contribuído 35 anos (sendo 15 o tempo mínimo de contribuição) e homens precisão ter contribuído por 40 anos (com 20 anos como tempo mínimo). Além dessas mudanças, alguns planos de transição para trabalhadores que se encontram no meio de seu tempo de contribuição também serão possíveis, o que no ponto de vista do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre “pode acabar gerando confusão e enganos por parte daqueles que não tiverem advogados ou que não se informarem muito bem antes de se decidirem”.

Segundo matéria do portal da CUT-RS, os senadores Paulo Paim e Humberto Costa (PT-PE), que também se posicionou avesso à Reforma, o projeto que foi colocado em votação não é nada bom para os brasileiros. Costa afirmou que “Hoje estamos perpetrando uma das maiores maldades contra a população brasileira, especialmente o povo mais pobre do País”, enquanto Paim pontuou que “o cidadão teve um acidente ou sofreu um AVC neste mês, se aposenta com salário integral. Um dia depois da promulgação da reforma, sem nenhuma regra de transição, o trabalhador inválido terá direito a apenas 60% da média rebaixada. Se ele recebe R$ 2 mil, vai receber pouco mais de R$ 1 mil. Quando a gente imaginou que, no Brasil, alguém ia apresentar uma proposta como essa? É inaceitável”.

Para o Sindicato, é inaceitável, lamentável e ultrajante que senadores, assim como os deputados que votaram sim pela Reforma, sejam cruéis e inescrupulosos com o povo que os colocou como seus representantes. “Essa Reforma da Previdência, na visão do Sindicato, sequer é uma reforma, é um desmonte que penalizará somente os que mais precisam da Previdência Social, mantendo os privilégios dos mais ricos que recebem grandes benefícios em suas gordas aposentadorias”, afirma o Sindicato.

Antes de passar para as mãos do presidente Jair Bolsonaro, a proposta ainda deverá passar por um segundo turno de votação no Senado Federal após passar pela Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ).

Confira mais informações na matéria feita pela CUT-RS clicando aqui.

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