Greve Geral do dia 14 mobiliza centrais, sindicatos, trabalhadores e estudantes

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Convocadas por diversas centrais sindicais, entidades da sociedade civil e principalmente por movimentos estudantis e sindicatos de professores e de trabalhadores da educação, as manifestações dos últimos dias 15 e 30 de maio resultaram em uma organização que agora encaminha-se para a Greve Geral do dia 14 de junho. Até esta terça-feira (4), diversos sindicatos, dentro e fora do setor da educação, já haviam aprovado o indicativo de greve e também haviam marcado reuniões para discutir os próximos passos. Também foram realizadas reuniões de centrais sindicais por todo o pais, inclusive no Rio Grande do Sul.

Apesar de ter sido iniciado por estudantes e trabalhadores da educação em geral após o anúncio de cortes no setor, este movimento rapidamente contou com a adesão dos demais trabalhadores de outras categorias. O resultado dessas mobilizações é fruto de manifestações que já vinham acontecendo, como a do Dia do Trabalhador (1° de maio), que agora é somada a esta nova movimentação despertada com o anúncio dos cortes na educação.

Se esta retomada dos protestos foi puxada pela educação, as bandeiras para a Greve Geral por sua vez estendem-se para uma pauta mais ampla, porém focadas na contrariedade em relação à Reforma da Previdência. Em artigo publicado no jornal Correio do Povo nesta terça-feira (4), o presidente da CUT-RS Claudir Nespolo afirma que “o gasto da Previdência retorna na forma de incremento da demanda, como um ativo para o crescimento econômico. O empobrecimento do aposentado, assim como a redução da massa salarial através de baixos salários e o desemprego, aprofundará a estagnação”. Segundo Claudir, muitos municípios brasileiros se beneficiam das aposentadorias, tendo sua economia dinamizada por este benefício.

O Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre concorda com o presidente da CUT-RS, e ainda complementa que “retomadas de crescimento dificilmente passam por cortes desse tipo, mas sim por investimentos. Nós somos contrários a esta Reforma por acreditar que não é o trabalhador que contribuiu a sua vida inteira que deve pagar esta conta, mas sim empresas devedoras, que possuem dívidas gigantes com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e sonegadores de impostos, além das grandes desonerações dadas a estes empresários”.

Além dos aposentados, o Sindicato também defende outros trabalhadores beneficiários do INSS que serão afetados pela Reforma. Para a entidade, vítimas de doenças e acidentes relacionados ao trabalho agora são esquecidas pelos empresários que defendem ferrenhamente esta Reforma, pensando exclusivamente no próprio bolso.

Para a Greve Geral, o Sindicato estuda de que forma irá aderir às manifestações, e convoca também toda sua categoria para abraçar esta bandeira, vestir a camisa e lutar pelo que é de interesse do trabalhador. “Nós trabalhamos, nós contribuímos, aposentar é nosso direito”, afirmam os diretores da entidade.

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