Notícias da semana na TAP ME: Má gestão, PDV e vacina da gripe

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TAP ME paga altos salários para gestores de baixa competência

Em muitas oportunidades, a direção da TAP ME confirmou ao Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre a sua intenção de contratar auditorias externas para verificar processos internos. Segundo a direção da empresa de manutenção, áreas como estrutura, saúde e segurança do trabalho precisariam de especialistas para que se verificasse o serviço que é realizado pelos profissionais desses setores.

O Sindicato pergunta para que servem as gerências da TAP ME. Altos salários são pagos para profissionais que não dão conta de suas atividades, deixando muito a desejar na qualidade do serviço prestado.

Para o Sindicato, a TAP ME estaria pagando dobrado pelos serviços nestas áreas, uma vez que possui funcionários contratados para funções que seriam alvo de auditoria externa. Verificar estruturas e manter a saúde e a segurança ocupacional são trabalhos que já possuem responsáveis com crachá da TAP ME encarregados.
Outro ponto destacado pela direção do Sindicato é que, muitas vezes, essas auditorias se provam também enganadoras quanto às suas conclusões, com casos inclusive de vitória judicial por parte dos trabalhadores.

Nova vitória judicial

O Sindicato garantiu o direito ao adicional de periculosidade aos aeroviários que atuam nos setores de Estrutura e Mecânica Geral da TAP ME. A entidade comemora essa importante conquista para esses aeroviários que laboram em condições de risco.

TAP ME tem dois pesos e duas medidas para seu PDV

A TAP ME reuniu, em janeiro deste ano, 400 trabalhadores elegíveis da base de Porto Alegre para apresentar um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Duas semanas depois, orientou esses mesmos trabalhadores a procurar o RH para obter informações sobre os valores da indenização, vantagens e data de desligamento. Todavia, a empresa acabou implementando o plano apenas no Rio de Janeiro, em processo concluído em 24 de abril. A TAP ME chegou, inclusive, a dizer que após a conclusão do PDV no Rio, iria liberar a adesão em POA, mas isso não ocorreu.

Em 10 de maio, ela comunicou ao Sindicato que não faria mais o PDV, sem dar nenhuma explicação, nem mesmo para os trabalhadores interessados, que sentiram-se extremamente discriminados.

A situação vem gerando um grande descontentamento. O Sindicato entende que, uma vez ofertado, o PDV deveria ter sido possibilitado a ambas as bases e que a empresa, no mínimo, deveria reunir esses trabalhadores, como fez antes, para explicar suas motivações. Diante dessa situação, o Sindicato entrou com denúncia no Ministério Público do Trabalho, questionando a discriminação. A entidade está preparada para defender judicialmente os trabalhadores elegíveis de POA, caso sejam dispensados pela empresa.

Vacinas da gripe vira realidade

O Sindicato vem cobrando há anos da TAP ME que forneça gratuitamente aos trabalhadores a vacina de imunização da gripe e, finalmente, a reivindicação foi atendida parcialmente, devido à cobrança de 21 reais pela vacina, a ser aplicada nesta sexta (19/5).

 

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